A importância do Balanço Patrimonial para uma gestão financeira mais eficaz

Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial

Uma empresa possui uma série de documentos necessários para organizar o andamento dos negócios e especialmente as finanças. Dessa forma, surge a necessidade de entender o que é balanço patrimonial e sua importância para uma gestão mais eficaz.

O balanço patrimonial é considerado um dos controles mais importantes pela contabilidade, uma vez que permite uma completa visualização e análise da situação financeira da empresa.

As chances de insucesso de um negócio são grandes se a gestão das receitas, despesas e lucros da companhia não for contabilizada corretamente. Por conseguinte, neste artigo vamos detalhar o que é o balanço patrimonial, qual sua finalidade, sua estrutura, itens que o compõem, como é feito, quem deve fazer, como é preparado, como desenvolvê-lo e as consequências de não fazê-lo.

O que é o balanço patrimonial

O balanço patrimonial é um relatório financeiro/ contábil que é feito após a finalização de um período fiscal determinado de uma empresa. Em geral, o balanço patrimonial é feito anualmente, mas pode variar de acordo com a organização financeira de cada companhia.

Este relatório é gerado por todas as movimentações financeiras de uma companhia em determinado período, portanto, inclui o que entrou ou saiu do caixa da empresa, além do panorama geral da situação econômica dela.

Vale lembrar que toda companhia é obrigada, por normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a elaborar seu balanço patrimonial no fim de cada exercício, já que esse processo pode ser interpretado como uma evolução do patrimônio, sendo o MEI optativo.

Para que serve e qual a importância do balanço patrimonial

Este documento contábil aponta todas as movimentações da empresa, ou seja, todo dinheiro que entrou e saiu do caixa deve ser listado, especificamente, como foi utilizado. Nele também estão demonstrados os bens, direitos e obrigações do negócio.

Sendo assim, com o balanço patrimonial podemos ter acesso a diversos quesitos, como por exemplo:

  • Visualizar de forma quantitativa e qualitativa tudo que aconteceu na empresa no período em questão;
  • Entender a posição patrimonial da companhia, assim como seus bens, direitos e obrigações durante algum período;
  • Analisar as necessidades financeiras e operacionais da empresa;
  • Estudar o desempenho da empresa por meio do histórico de seu patrimônio;
  • Estipular o valor da companhia;
  • Ter uma posição patrimonial da empresa e conhecer todos os bens, direitos e obrigações em determinado período;
  • Entender as fontes de recursos para os investimentos da empresa;
  • Observar a sua evolução história para o planejamento e ação futura;
  • Permitir e dar lastro ao pagamento de dividendos aos sócios da empresa;
  • Permitir o Planejamento Tributária da Empresa;
  • Fornecer informações úteis para as partes interessadas (stakeholders);
  • Enxergar claramente a posição patrimonial da companhia, visualizando todos seus bens, obrigações e direitos;
  • Reavaliar as estratégias de ação para o próximo período fiscal, podendo corrigir eventuais erros.
  • Entender especificamente de onde vem os recursos da empresa e no que eles são gastos. 
  • Organizar o planejamento financeiro, tributário e fiscal;
  • Facilitar o processo de pagamento para acionistas e demais sócios.
  • Compilar as informações que interessam aos possíveis futuros investidores e outros stakeholders.

Ao realizar esse processo anualmente, torna-se possível comparar o desenvolvimento da empresa através dos anos, por meio da mudança do seu patrimônio.

Estrutura e composição do balanço patrimonial

É essencial explicar os detalhes de um dos principais documentos de gestão financeira de uma empresa. A estrutura do balanço patrimonial é dividida em três categorias:

  1. Balanço Patrimonial Ativo;
  2. Balanço Patrimonial Passivo;
  3. Patrimônio Líquido. 

Diferença entre ativo, passivo e patrimônio líquido.

Ativo: deve ser registrado os direitos, aplicações de recursos e bens da empresa. Além disso, é nessa subdivisão que deve constar os investimentos financeiros e títulos públicos ou privados.

Passivo: são as obrigações da empresa do ponto de vista financeiro, com o governo, outras companhias e com os colaboradores.

Patrimônio Líquido: no quadro para análise ficará junto com as informações do balanço patrimonial passivo. Dessa forma, é o dinheiro investido pelos sócios e as reservas de capital.

Subdivisões do balanço patrimonial

Dentro das divisões, existem ainda subdivisões do balanço patrimonial.

Balanço Patrimonial – Ativo

O balanço patrimonial – ativo é composto pelos ativos circulantes e ativos não circulantes.

Ativo Circulante: são os recursos utilizados a curto prazo com liquidez maior, ou seja, apresentam mais facilidade e velocidade para se transformar em dinheiro em caixa. Assim, nessa categoria se encaixam atividades como depósitos em conta corrente, contas a receber, aplicações, estoques e o dinheiro que já se encontra em caixa.

Ativo não circulante: são os bens de natureza duradoura, ou seja, não podem ser transformados em dinheiro de caixa em curto prazo. Alguns exemplos de ativos de baixa liquidez são imóveis, investimentos, veículos, entre outros.

Balanço Patrimonial – Passivo

O balanço patrimonial – passivo também possui os subtipos circulantes e não circulantes.

Passivo circulante: são as contas e obrigações da companhia em curto prazo, normalmente, determinado em até um ano. Assim, é nessa categoria que se encaixam às dívidas com fornecedores, impostos, remuneração de colaboradores e empréstimos com prazo curto para quitação.

Passivo não circulante: são todas as dívidas e obrigações a longo prazo. Ou seja, elas têm vencimento após o término do período do balanço patrimonial e superior aos valores classificados no circulante.

Várias contas entram nessa subcategoria. Ou seja, são os empréstimos a longo prazo, contas de fornecedores, arrendamentos mercantis financeiros e muitos outras.

Exemplo de Balanço Patrimonial:

*Modelo de balanço meramente ilustrativo. Para quaisquer dúvidas, orientamos a procura de um profissional especializado.

Assim sendo, é de fundamental importância para a contabilidade e para o empreendedor o balanço patrimonial, servindo para análise, entendimento dos números do negócio e para a tomada de decisões empresariais mais acertadas. 

Como e quem deve fazer o balanço patrimonial

De posse dos documentos que comprovem os fatos que ocorreram, o contador realiza a escrituração destes no livro diário. Dessa maneira, o livro diário mantém todo o registro destes fatos ocorridos através de lançamentos contábeis em partidas dobradas.

Todos esses registros realizados vão seguir os preceitos contábeis. Além disso, eles têm uma diferença básica muito importante para um fluxo de caixa: o regime de competência.

Por seguir este regime, o Balanço consegue apurar o que realmente aconteceu na empresa em determinado período. Assim, é possível ampliar o poder de análise.

Feito todos esses registros, eles de forma agregada formaram o Balanço Patrimonial – Contábil da Empresa.

Quando e quem deve fazer o balanço patrimonial

O balanço patrimonial é um tema bastante negligenciado por alguns empreendedores. E por isso é importante falar da obrigatoriedade dos registros contábeis.

O registro contábil é obrigatório segundo as normas do CFC (Conselho Federal de Contabilidade). Portanto, a contabilidade deve fazê-lo para qualquer tipo de empresa. Além disso, o Código Civil em seu artigo 1.179 também obriga as empresas a terem seus fatos registrados.

Isso inclui empresas optantes do Simples Nacional, como poderemos observar na Resolução 10/2007 do Comitê Gestor onde determinar em seu art. 3º. As ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional deverão adotar para os registros e controles das operações e prestações por elas realizadas.

O único dispensado da escrituração contábil, segundo a Legislação, é o MEI mas, ainda assim, é recomendável.

O que significa não fazer o balanço patrimonial

Como já abordamos acima, o balanço patrimonial é obrigatório, com exceção de MEIs. Dessa forma, listamos abaixo as consequências de não preparar e ou não ter este documento:

1- Impossibilidade de utilizar a informação para defesa de processos tributários.

O Balanço constitui importante prova em processos de discussão de causas tributárias. Sem ele sua defesa ficará frágil já que você está não compliance com a legislação.

2- Impossibilidade de distribuir Lucro Isentos acima da Presunção.

A legislação do Imposto de Renda determina que sem Demonstrações Contábeis que evidenciam o lucro, os rendimentos isentos se limitem a presunção que é de 8% do faturamento para empresas comerciais/industriais e de 32% para empresas de serviços.

3- Impossibilidade de analisar o desempenho da empresa considerando a competência, visão que muitas vezes o Fluxo de Caixa não permitirá.

4- Não possibilitará o requerimento de recuperação judicial da empresa, já que ele é imprescindível conforme a Lei 11.101/2005.

– Terá problemas para levantar haveres dos sócios em uma possível saída da empresa.

O objetivo deste artigo é ressaltar aos empreendedores, não apenas a questão da obrigatoriedade do balanço patrimonial, mas também sua importância e benefícios como uma ferramenta para uma gestão mais eficaz. Afinal, ele traz importantes informações sobre as fontes e utilizações de recursos na empresa. Essa é peça chave para qualquer análise e possível ação para aumento da rentabilidade.

É preciso conhecer os seus elementos, conversar com o seu contador e solicitar ajuda para entender. Caso precise falar sobre o balanço patrimonial de sua empresa, a ILS Contabilidade possui alto nível de expertise sobre a elaboração e a análise deste documento.

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