Como usar o planejamento estratégico na pequena empresa

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O planejamento estratégico é uma série de análises e orientações que servem como rota para as decisões de uma empresa. Essa tática não é usada apenas para grandes negócios. As pequenas empresas podem usar com sucesso os diversos indicadores de planejamento estratégico em suas rotinas administrativas.

O principal diferencial do planejamento estratégico para as pequenas empresas é o risco. Quanto maior a empresa, maior o risco envolvido e mais complexo deverá ser o planejamento. Negócios menores possuem um cenário mais previsível, mas nem por isso menos desafiador.

Pequenas empresas também são mais frágeis aos movimentos do mercado e podem sofrer mais durante as crises, o que reforça ainda mais a importância do planejamento estratégico neste setor.

Independentemente do tamanho de suas ideias, a organização de suas ações de modo lógico e eficiente fará toda a diferença na hora de fazer seus investimentos.

Vantagens do Planejamento Estratégico

Economia

Empresas que planejam seus passos gastam menos. Investimentos em novos produtos, serviços mais eficientes ou em marketing mais agressivo só podem ser calculados com menor risco se feitos de acordo com um planejamento estratégico. Tenha sempre uma meta de gastos bem definida e crie todo o seu plano de ações tendo isso como base.

Metas mais eficientes

Segundo um estudo realizado pela SEGeT, 60% das empresas estudadas percebem um aumento no cumprimento das metas quando são gerenciadas de acordo com um planejamento estratégico eficiente. Uma boa gestão nesta área oferece ainda mais chance de acerto em cenários de incerteza, especialmente em crises econômicas ou retração sazonal de mercado.

Equipe mais motivada

Funcionários e colaboradores se sentem mais capazes e dispostos quando a empresa possui um cronograma claro. Trabalhar num negócio que não demonstra conhecer seus objetivos pode ser uma atividade estressante e improdutiva. Quando sua equipe trabalha com mais garra o resultado é sentido na qualidade do atendimento e na produtividade.

Relevância de mercado

Empresas com planejamentos eficientes saem na frente dos concorrentes e preveem eventuais mudanças em seus setores.  Não são raros os casos de grandes empresas que faliram ou perderam mercado por falta de ações estratégicas. Dentre os exemplos de falha de planejamento estratégico podemos citar a Nokia, Varig, Kodak e Blockbuster, empresas que já dominaram o mercado e hoje caíram no esquecimento.

Planejamento estratégico e Análise SWOT

Cada empresa possui um método específico, de acordo com suas necessidades e visões de mercado. Porém, algumas ferramentas podem ser úteis para quem deseja iniciar um planejamento estratégico eficiente. Uma delas é a Análise SWOT.

SWOT é a sigla em inglês para strengths, weaknesses, opportunities e threats, ou em português: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. É conhecida também como analise FOFA. Este método se resume a selecionar as principais características de um negócio, ou mesmo um projeto, produto, ou interesse de investimento e dividi-los em cada um dos quadrantes. Veja o exemplo abaixo:

As Forças e Fraquezas dizem respeito ao ambiente interno da empresa, ou seja, são fatores medidos através de ações do negócio e que não dependem de elementos externos. Já as Oportunidades e Ameaças são tipicamente fatores externos, provenientes de coisas como concorrência, clientela e condições gerais de mercado.

Este tipo de análise funciona como uma fortificação que vista identificar eventuais falhas e reforçar os pontos fortes de uma empresa. Vamos conhecer cada um dos itens e como identificá-los:

Forças

Sua empresa certamente possuirá qualidades únicas, algumas delas ainda não descobertas ou devidamente valorizadas. As Forças dizem respeito ao que o seu negócio é realmente bom. Qual o maior diferencial de sua empresa? Qual característica positiva ela tem, capaz de fazer como que o cliente se lembre sempre de seu produto? Em qual área você, gestor, se sente mais feliz e livre para criar?

Fraquezas

Esse é o “Calcanhar de Aquiles” de todo negócio. Algumas vezes, o gestor enxerga apenas as fraquezas superficiais de seu negócio, sem aprofundar sua visão nos setores que realmente precisam de atenção. Seja honesto consigo mesmo e com sua equipe e investigue cada área onde seu negócio não é bom. Sua gestão de estoques está no ponto ideal? Seu atendimento é nota 10? Sua relação com os fornecedores é lucrativa? Não desvie dos problemas incômodos, mas catalogue-os para uma futura resolução.

Oportunidades

As chances de crescimento do seu negócio dependerão sempre mais de fatores externos do que internos. Imagine uma empresa que deseja lançar um novo tipo de canecas. Elas podem investir milhões nisso, criar uma ótima campanha de marketing e oferecer o melhor atendimento, mas se o mercado de canecas não tiver demanda por novos modelos, será que o projeto dará certo? Essa pergunta deve ser feita sempre, especialmente antes de novos investimentos. Analise o mercado ao redor e identifique as reais oportunidades. O que os clientes querem? Quais soluções sua empresa pode oferecer?

Ameaças

Os riscos são as principais barreiras que uma empresa deve vencer para atingir suas metas. Assim como as oportunidades, as ameaças são elementos externos, fora do controle da gestão do negócio. Apesar disso, as ameaças podem e devem ser mensuradas e analisadas. Algumas ameaças comuns são os concorrentes como mudanças de mercado, crises econômicas, variações no gosto dos clientes, novas tendências, etc.  

Outras ferramentas de planejamento estratégico

A análise SWOT, ou FOFA, é uma das formas de medir o cenário em que sua empresa atua, mas não é a única ferramenta disponível. Alguns modelos de planejamento estratégico podem oferecer outros dados e auxiliar na tomada de decisões. Confira:

Pesquisas de mercado

Um dos maiores erros das pequenas empresas é considerar o mercado como um objeto estático. Se seu negócio existe há um ano, por exemplo, o mercado atual não será o mesmo de quando você abriu sua empresa. Algumas vezes o mercado muda ao longo de semanas, ou até mesmo de dias.

Uma boa pesquisa de mercado pode indicar diversos fatores como:

  • Possibilidade de novos pontos de venda ou novas regiões para atuação.
  • Remanejo de mão de obra de acordo com a demanda.
  • Criação ou disponibilização de novos produtos de acordo com o desejo dos clientes.
  • Melhorias de estrutura, atendimento ou mesmo de gestão baseando-se no feedback tanto dos consumidores quanto de parceiros.
  • Precificação mais lucrativa ou competitiva baseando-se nas tendências de mercado.

Análise dos concorrentes

Outro erro comum é considerar os concorrentes como inimigos. Eles são o termômetro das ações que sua empresa deverá tomar e são parte fundamental na criação de um planejamento estratégico eficiente.

É importante não confundir análise da concorrência com cópia. Estude os seus principais concorrentes tendo em vista não apenas aplicar o que eles estão fazendo com sucesso, mas busque também diferenciar-se. Analise também:

  • Como os seus concorrentes precificam o produto? Sua empresa está no mesmo patamar? Seus produtos poderiam ser mais baratos e acessíveis ou você está perdendo a chance de lucrar mais?
  • Como é o atendimento de seus concorrentes? Eles investem em uma relação positiva com o cliente? Se sim, o que sua empresa pode aprender? Se não, como você pode usar isso a seu favor e seduzir os clientes insatisfeitos?
  • Como é a relação dos seus concorrentes com os fornecedores? Eles compram das mesmas empresas que você? Se sim, talvez seja hora de começar a buscar novos fornecedores e se diferenciar no mercado. Se não, sua empresa pode estar perdendo a chance de negociar com novos produtores.

Saiba o que é ROI e como usar esse indicado em sua empresa.

Concluindo

O planejamento estratégico irá sempre depender de que tipo de mercado sua empresa atua, suas metas, seu estilo, público-alvo e produtos ou serviços. Cada negócio precisa ser analisado com atenção, pois as regras do planejamento estratégico não são universais, nem infalíveis.

O fundamental é estar sempre em busca de novos desafios, novas metas e jamais se acomodar a um modelo gerencial fixo. Uma dica importante é solicitar a ajuda de um contador experiente para que o seu planejamento seja baseado em dados concretos. O contador será o melhor profissional na hora de analisar o andamento de seu negócio de maneira honesta e objetiva.

Dados como fluxo de caixa, demonstrativos de resultados, controle de estoque e outros indicativos da rotina contábil, são essenciais na hora de traçar suas metas com segurança.

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