7 dicas de gestão para pequenas empresas

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Dicas de gestão para pequenas empresas

A gestão financeira é uma arte, feita de muita prática e dedicação. As pequenas empresas são atualmente o principal cenário da inovação no mercado brasileiro.

Se você está pensando em abrir ou já começou sua nova pequena empresa, separamos algumas dicas valiosas para turbinar sua gestão. São dicas baseadas em longa experiência neste setor, que irão facilitar sua rotina e evitar diversos problemas. Siga o texto:

1 – Separe os gastos pessoais das contas de sua pequena empresa

Um dos maiores erros na gestão de pequenas empresas é a mistura de contas particulares e jurídicas. A má gestão das contas ainda é uma das causas agravantes para a alta taxa de fechamento das empresas no Brasil. Sua empresa precisa ter uma conta separada e de preferência com cartões, cheques e demais serviços financeiros totalmente independentes.

Não cometa o erro terrível de considerar o caixa da empresa como parte de sua carteira. Negócios possuem ciclos de entrada e saída de capital muito rigorosos e todo dinheiro tirado antes da hora pode enfraquecer a saúde financeira de seu empreendimento.

Estabeleça, desde o começo das atividades, um valor fixo de retirada de pró-labores aos sócios e jamais cruze este limite (já demos as dicas sobre o assunto aqui).

Aliás, é sempre bom lembrar: em tempos de vacas magras, os sócios são os primeiros a não receber seus rendimentos em nome da recuperação do negócio.

2 – Invista em automação comercial

Antigamente, os donos de empresas mantinham todo o negócio funcionando apenas na ponta do lápis. Hoje podemos dizer que a gerência empresarial está na ponta dos dedos. Os ERPs, sistemas de gerenciamento de empresas, são uma ótima opção para quem deseja ter mais controle das contas sem se atolar em papel.

O ERP funciona como uma central de dados, capaz de analisar e gerar relatórios sobre todos os setores de sua empresa. Você poderá controlar melhor o fluxo de caixa, descobrir quais épocas vendem mais, quais vendem menos, quais produtos são mais lucrativos e muitos outros dados. Com este sistema é possível ainda estudar melhor o seu estoque e programar as datas para compras, evitando o temido encalhe de produtos.

É importante lembrar que existem vários programas EPR no mercado. É fundamental consultar um contador para saber qual o melhor programa de acordo com as necessidades do seu negócio.

3 – O estoque é o coração de sua pequena empresa

Se sua empresa vende produtos, o estoque é peça-chave para o bom andamento das contas. Estoques inflados com produtos demais é sinônimo de dinheiro empacado.

Quando seus produtos não giram, seu negócio perde valor de revenda. Alguns produtos são ainda mais delicados que outros, como alimentos, que exigem armazenamento por tempo limitado ou mesmo roupas, que mudam a cada estação.

O ideal é que você ajuste suas compras de acordo com o movimento de sua empresa. Meses com mais fluxo de venda pedem estoques mais robustos. Épocas de baixo movimento são ideais para fazer uma bela promoção e queimar os produtos encalhados.

Mas cuidado: tão problemático quanto um estoque cheio demais é um estoque vazio. Imagine seus clientes buscando um produto e sua empresa não ter nada para oferecer. Isso gera diversos problemas. Além da perda da venda, sua empresa perde em reputação e os clientes passam a procurar seus concorrentes.

4 – Atue sempre dentro da lei

CNPJ, Inscrição Estadual e Municipal, contrato social, registro em sindicatos e órgãos reguladores. São muitos os documentos e exigências para se manter uma empresa funcionando dentro da lei – mas sempre esteja de acordo com suas obrigações legais.

Deixar todos os documentos de seu negócio em dia facilita a rotina de impostos e demais encargos, dando ao empresário uma rota segura para atuar sem dores de cabeça.

Para quem está começando não é uma tarefa simples. Desde a abertura até a manutenção dos impostos mensais, a empresa precisa cumprir com diversos protocolos tributários e trabalhistas. A falta de atenção e o descumprimento de qualquer exigência simples pode resultar em multas e até no fechamento da empresa.

O recomendado é que o empresário tenha ao seu lado um contador especializado no assunto, capaz de lhe orientar em todos os passos. Com o tempo a empresa passa a ter uma rotina contábil mais estável e o trabalho de gestão torna-se mais tranquilo.

O ideal é que o empreendedor mantenha um registro detalhado de todos os impostos e encargos pagos para o caso de eventuais cobranças do governo.

5 – Pratique um preço coerente com o perfil de sua pequena empresa

Outro erro comum dos empresários iniciantes é não precificar corretamente seus produtos ou serviços. O pesquisador Gilson Honorato no livro Conhecendo o Marketing, fala da importância da precificação para o sucesso de um empreendimento.

Para o autor, o preço correto de um produto serve para gerar lucratividade, competitividade, sobrevivência do negócio, retorno sobre o investimento (falamos sobre o retorno sobre investimento, ou ROI, aqui) e posicionamento de marca.

O preço de cada item vendido por seu negócio deve chegar a um ponto de equilíbrio, onde o valor cobrirá as despesas gerais e sobrará um percentual como lucro. Fique atento nesta questão, pois geralmente acontecem dois erros graves:

  • Precificação além do ponto de equilíbrio: quando o preço de um produto ou serviço é maior que o valor necessário para cobrir as despesas da empresa e fornecer lucro. Neste caso, a empresa pode até lucrar mais durante um certo tempo, mas depois o preço alto entra em conflito com o mercado (o que chamamos de percepção de valor) e os clientes passam a preferir outras empresas.
  • Precificação abaixo do ponto de equilíbrio: neste exemplo a empresa vende seus produtos ou serviços abaixo ou por exatamente o preço mínimo para cobrir suas despesas. Pode haver uma boa venda no começo, afinal, todo cliente gosta de preços baixos, mas com o tempo a empresa não consegue se manter, pois não gera lucro. Outro efeito colateral desta prática é que a empresa perde valor de mercado, pois passa a ser vista como algo “barato demais” ou “sem qualidade”.

6 – Aprenda com a concorrência

Isolar-se em sua bolha e achar que só você pode ditar as regras do seu negócio é o primeiro passo para derrapar no mundo empresarial. O empreendedor iniciante precisa estar atento com o que acontece nas empresas ao redor. Uma das estratégias mais usadas é realizar uma análise de mercado concorrente.

Para isso, liste os 5 principais concorrentes diretos de sua empresa e faça as seguintes questões:

  • Quais são os pontos fortes dos meus concorrentes?
  • Quais são os produtos ou serviços que só eles têm?
  • Em que ponto minha empresa se destaca quando comparada aos concorrentes?
  • Qual o meu ponto fraco diante dos concorrentes?

Com essas informações em mãos, crie um plano estratégico de melhorias e ajustes ao seu negócio. Se seus concorrentes possuem um produto infalível, converse com seus fornecedores e mude sua cartela de produtos.

Se a questão é preço, você terá dois caminhos: ou você ajusta seus valores para trabalhar no mesmo patamar que seus concorrentes, ou se mantém num patamar diferenciado (mais barato ou mais caro). Lembre-se que cada decisão irá interferir no seu posicionamento de mercado.

Por último tenha sempre em mente que sua empresa não pode ser só mais uma. Num mercado com muitos concorrentes, a diferenciação é o caminho para o sucesso. Invista em atendimento de qualidade, ofereça descontos especiais e fidelize seu cliente.

7 – Mantenha-se firme diante das crises

Nenhuma empresa vive só de bons ventos. Todos os negócios enfrentam fases boas e ruins. O quem mantém as grandes empresas de pé é a capacidade de liderar e mudar de rota diante das tempestades.

O primeiro passo é ter um controle rigoroso de suas contas. Analisando cada centavo que entra e que sai você poderá acender a luz vermelha quando as coisas derem errado.

O maior problema dos gestores iniciantes é justamente esse: empresários inexperientes não percebem quando um negócio está dando errado. Quando o alerta soa, geralmente já é tarde demais.

Nenhuma empresa cai em falência do dia pra noite. Este é um processo complexo e que dá seus sinais. Preste atenção nos seguintes itens:

  • Dificuldade para cumprir com os prazos dados por fornecedores.
  • Dificuldades para manter contas fixas como salários de funcionários, aluguel, luz e água em dia.
  • Caixa sempre no vermelho ou sem sobras (lucro).
  • Falta de capital de giro.
  • Estoque com rotatividade abaixo do normal para épocas de bom movimento.

Diante de alguns desses fatos, inicie imediatamente um plano de contenção de contas. Nesta hora busque ajuda com um consultor financeiro ou um contador para analisar o tamanho dos estragos. Quanto mais cedo sua empresa tomar as devidas atitudes, mais fácil é o restabelecimento das contas.

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